Adversários do biocombustível querem afirmar que o aumento do plantio de cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol nacional, ocupará terras destinadas ao cultivo de outros alimentos, forçando a produção destes e a pecuária para áreas de floresta, gerando desmatamento.
O Deputado Antonio Bulhões registra seu posicionamento contrário em relação à injustiça que se vem cometendo ao atribuir ao etanol brasileiro a redução na produção de alimentos:
CRÍTICAS AO BIOCOMBUSTÍVEL SÃO INFUNDADAS "Adversários de plantão dos biocombustíveis se agarram à explicação de que o aumento das lavouras de cana-de-açúcar - matéria-prima do etanol nacional -, provocará a ocupação de terras destinadas ao plantio de outros alimentos, além da possibilidade de empurrar a produção de alimentos e a pecuária para as áreas de floresta, aumentando o nível de desmatamento, em especial da floresta amazônica. Nada mais fantasioso. O equilíbrio entre a produção alimentícia e a agroenergia é perfeitamente viável, tendo em vista que, dos atuais 62 milhões de hectares de terra cultivados no Brasil, apenas 3 milhões estão destinados à cana-de-açúcar para produção de etanol.
Além desse, há mais 220 milhões de hectares de pastagens, dos quais 90 encontram-se aptos para a agricultura - 22 milhões para o plantio de cana-de-açúcar e 68 milhões para a produção de alimentos.
De outro ângulo, a grande quantidade de terra fértil disponível - quase 300 milhões de hectares de área agricultável e mais 50 milhões de hectares de áreas de repouso - revela a capacidade de o Brasil oferecer ao mundo a produção de biocombustíveis - um deles, o etanol sem prejudicar o nível de produção de alimentos.
Por evidente, já existem estudos que detalham o zoneamento agrícola nacional, ou seja, a delimitação das áreas consideradas de risco, daquelas em que se pode fazer plantio de alimentos e em que se podem abrigar a cana-de-açúcar destinada à produção de etanol.
No que se refere à Amazônia, ponto de grande discórdia, a tendência é a proibição dessa última cultura, uma vez que a alternativa do biocombustível tem que passar necessariamente pelo estudo da sustentabilidade ambiental e social, do respeito à reserva legal e à segurança alimentar.
A busca da eficiência e a luta pela competitividade no mercado internacional confirmam-se como um importante passo para o crescimento e desenvolvimento do Brasil, contexto esse, da premente necessidade de incrementação da agroindústria canavieira.
É questão de sensatez investir na cana-de-açúcar a fim de obter um combustível limpo e renovável, já reconhecido por outras nações como grande arma no embate que se trava para diminuir as conseqüências do efeito estufa, uma vez que o etanol contribui para a redução da emissão dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
Se considerarmos o potencial de geração de empregos na produção de biocombustíveis, temos que, quanto à força de trabalho requerida em uma usina de biodiesel, para cada trabalhador ali são requeridos cerca de mil trabalhadores no campo. Sem dúvida, isso se traduzirá na geração de milhões de empregos.
Por fim, é importante lembrar que o etanol resultante da cana-de-açúcar tem custos e impacto ambiental muito menores em comparação ao etanol produzido a partir do milho, este último produzido nos Estados Unidos.
Mitos envolvem a produção de biocombustíveis no Brasil. Todavia, devemos ter clara a certeza de que sua produção não vai prejudicar a produção nacional de alimentos, tampouco colocará em risco a maior e mais importante biodiversidade do planeta".
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